Alexandre Reis e Silva - angiologia e cirurgia vascular

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Os tratamentos prestados pelo cirurgião vascular são adequados às várias doenças que atingem a circulação, e algumas são bastante comuns.

Varizes dos membros inferiores

Calcula-se que a doença venosa atinja, dependendo da região estudada, de 70-90% da população.
Varizes são veias tortuosas e dilatadas, que perderam sua função, permanentemente. Os sinais e sintomas são variados, desde inchaço, peso, cansaço, dormências, coceira, telangiectasias (vasinhos), varizes, manchas nas pernas e até feridas de difícil cicatrização.
Os vasinhos (telangiectasias) podem existir em qualquer parte do corpo: face, nariz, tórax, abdome e, com mais frequência, no membros inferiores.
O diagnóstico é feito por uma consulta médica, com história clínica completa, exame físico e auxílio de equipamentos e exames complementares. O Venoscópio, VeinLite, VeinFinder, VeinExplorer, VeinViewer, Fotopletismógrafo, Doppler portátil e o Ecodoppler Colorido podem ser utilizados para complementar o raciocínio e diagnóstico do cirurgião vascular.
É possível tratar a grande maioria dos vasinhos no próprio consultório. Há tratamentos clássicos e consagrados de escleroterapia química (injeção de substância esclerosante), termoablação por radiofrequência (TC3000), microespuma densa e LASER transdérmico . A maioria desses vasos possuem microvarizes nutridoras, ou nutrícias, o que dificulta sua eliminação. Para as pequenas varizes é possível realizar a microcirurgia ambulatorial (no consultório) ou em centro cirúrgico, a microespuma densa e, com muita eficácia e no próprio consultório, o CLaCS (Crio Laser e Crio Escleropterapia), onde se faz uma associação entre o frio (crioterapia), a escleroterapia química e o LASER transdérmico Nd:Yag 1064nm. Caso existam varizes de maior calibre, insuficiência das veias safenas ou de perfur antes, pode-se fazer um procedimento sob bloqueio anestésico, em regime de hospital dia, onde o paciente fica menos de 12 horas internado. Nessa situação, há a possibilidade de termoablação por Radiofrequência (RF) ou por LASER 1470nm (EVLT), o que proporciona um pós-operatório mais rápido e menos doloroso. Esses procedimentos sempre devem ser guiados por um Ecodoppler intraoperatório

Trombose Venosa Profunda

Existe um equilíbrio na corrente sanguínea entre os elementos que mantém o sangue sob a forma líquida e os que o fazem coagular. A coagulção é extremamente necessária para manter a integridade da circulação, pois diariamente o corpo humano sofre traumas e pequenos cortes. Sempre que há uma agressão ao tecido (pele, subcutâneo. músculos, etc) é estimulado o sistema de coagulação, para evitar um sangramento e levar a um prejuízo maior.
Quando o sangue perde aquela propriedade de se manter no estado líquido, seja por um trauma aos vasos sanguíneos, por uma alteração do próprio sangue ou um condição que o impeça de circular corretamente, forma-se um coágulo. Esse coágulo, por estar dentro de um vaso sanguíneo, é chamado de trombo. A doença que o representa é a trombose venosa.
A trombose venosa pode ser profunda (mais grave) ou superficial. Como reduz ou oclui a luz do vaso afetado, o membro acometido torna-se pesado, inchado, dolorido, empastado e, em alguns casos, com cor mais escura que o normal.
É imprescindível fazer o diagnóstico e tratamento precoces para evitar a síndrome pós-trombótica, que pode se instalar lentamente ao passar dos anos.

Embolia Pulmonar

Quando a trombose venosa não foi detectada ou tratada a tempo, aquele coágulo (trombo) pode se desprender da parede do vaso e embolizar para os pulmões. O trombo se desloca pela circulação, em direção aos pulmões, tal qual um êmbolo de seringa corre dentro dela. Daí o nome: embolia pulmonar.
O diagnóstico é feito por sinais e sintomas detectados por um médico experiente, além do auxílio de Exames laboratoriais, Tomografia Computadorizada, Angiografia Digital e Cintilografia de Ventilação/Perfusão Pulmonar
Existe tratamento para embolia pulmonar, mas o risco de óbito é uma realidade.